Selic e imóveis: comprar, vender ou esperar?
Com a Selic em 13,75%, descubra como os juros influenciam financiamento, compra, venda e investimento imobiliário no Brasil.
Michel Mazzawi
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ECONOMIA E MERCADO NACIONAL · EDIÇÃO OUTUBRO/2026
Os juros estão entre os indicadores mais importantes para compreender o mercado imobiliário brasileiro.
Em setembro de 2026, o Banco Central reduziu a taxa Selic para 13,75% ao ano. Mesmo com essa redução, o custo do dinheiro continua relevante para compradores, investidores e proprietários.
Mas existe uma questão que merece atenção: juros elevados significam necessariamente que o mercado imobiliário está parado?
Os dados mostram que a resposta é não.
O mercado brasileiro continua realizando negócios
Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o Brasil comercializou 226.536 unidades residenciais novas no primeiro semestre de 2026, crescimento de 5,4% em relação ao mesmo período de 2025.
Uma parte importante desse resultado veio do Minha Casa, Minha Vida, que possui dinâmica distinta do segmento residencial premium.
Também houve expansão do financiamento imobiliário pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que alcançou R$ 67,2 bilhões para aquisição de imóveis no primeiro semestre, alta de 12% na comparação anual.
Esses números mostram que o mercado continua funcionando, mas não significam que todos os segmentos estejam aquecidos da mesma maneira.
Como os juros influenciam o comprador?
Quem depende de financiamento precisa analisar o custo efetivo total da operação, o valor da entrada, a prestação e a capacidade de pagamento.
A Selic não é a taxa cobrada diretamente em todos os financiamentos imobiliários. As condições variam conforme a instituição financeira, o perfil do comprador e a modalidade de crédito.
Por isso, aguardar uma possível redução futura dos juros nem sempre representa economia. O preço do imóvel, a negociação disponível hoje e o custo de continuar alugando também entram na conta.
E quem compra à vista?
O comprador à vista enfrenta outra decisão.
Ele pode manter os recursos aplicados ou destiná-los à compra de um imóvel.
Nesse caso, o fator decisivo é comparar o retorno esperado do imóvel, seu potencial de valorização, sua utilidade e seus riscos com as alternativas financeiras disponíveis.
Um imóvel bem adquirido pode fazer sentido mesmo em um cenário de juros elevados. Um imóvel comprado acima do mercado pode representar uma decisão ruim mesmo com juros baixos.
O que muda para o proprietário vendedor?
O vendedor precisa considerar que parte dos compradores enfrenta limitações de crédito, enquanto outros exigem condições mais atrativas para retirar recursos de aplicações financeiras.
Isso aumenta a importância de uma precificação coerente.
Um imóvel anunciado acima do valor competitivo pode permanecer mais tempo no mercado, mesmo em uma cidade com atividade imobiliária crescente.
Comprar, vender ou esperar?
Não existe uma resposta igual para todos.
Para o comprador, a decisão depende de necessidade, capacidade financeira e qualidade da oportunidade.
Para o investidor, depende da relação entre preço, rendimento e risco.
Para o proprietário, depende da liquidez desejada, da concorrência e do custo de manter o imóvel disponível.
A melhor decisão imobiliária não é necessariamente prever os próximos juros. É entender o valor real da oportunidade hoje.
Em Fortaleza, especialmente nas regiões de Aldeota e Meireles, uma análise comparativa bem construída ajuda a transformar o cenário econômico em estratégia de negociação.
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Michel Mazzawi · RE/MAX PAX · CRECI-CE 27.523
Referência: Banco Central — Copom, setembro de 2026. Dados conjunturais devem ser lidos com o período de referência. Não representam garantia de resultado para um imóvel específico.
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